sexta-feira, 22 de junho de 2007
Enhanced the cinematographic culture - in the lack of better or more apropriated words
Grande surpresa quando sem mais nem menos o sinal do canal TCM me foi aberto sem ônus, ou seja, sem precisar mudar de pacote e portanto agradabilíssima surpresa, uma vez que eu já namorava a programação há algum tempo com grande interesse. Todo cinéfilo que se prese sabe que tal possibilidade oferece uma gama de filmes excelentes, clássicos inéditos e de difícil acesso em locadoras ou cinemas de cá. De imediato já me peguei assistindo "Bad Day At Black Rock", clássico filmes de John Sturges e com um Spencer Tracy já definhando mas apontando os futuros astros Ernest Borgnine e Lee Marvin, ótimos nos papéis de cowboys malvados a fim de descer a lenha no então debilitado Tracy. Detalhe: a maioria dos filmes são exibidos com a dublagem original de sua primeira apresentação na TV. Seguem-se pérolas como Catlow, excelente western com o bonachão Yul Brynner e com um ótimo Richard Crenna, filmado nas locações de tantos spaghetti westerns, como a cidade onde foi rodado "Per Un Pugno di Dollari". A cada dia uma surpresa agradável me aguarda ao acionar as teclas 8 e 1, dessa vez não há como não expandir a bagagem cinematográfica. Thanks Sky por essa grata surpresa, mesmo que tenha sido por engano, o que não duvido nada.
sexta-feira, 15 de junho de 2007
UM FILME QUASE EXCELENTE

All'Ombra di Una Col aka In a Colt's Shadow (65) Gianni Grimaldi
Porque o título acima? porque esse é um filme que acerta em muitas coisas e erra em outras. Na verdade mais erra do q acerta. Mas uma coisa é certa a trilha sonora não podia ser mais exata no que tange à construção de um excelente spaghetti western, na verdade chega a rivalizar em qualidade com aquelas primeiras de Morricone. Nico Fidenco, então vocalista de canções românticas italianas acertou em cheio no timbre utilizado por Morricone nos primeiro filmes de Sergio Leone, leia-se "Trilogia dos Dólares". A decepção fica por conta do elenco com um Stephen Forsyth que apesar de lacônico e monossilábico como o protagonista da citada trilogia, não chega a impor uma presença tão marcante quanto Mr. "madeira do leste". O coadjuvante a cargo de Conrado Sanmartin está muito melhor. Na verdade o q não funciona é a caracterização, a indumentária do mocinho, que é nos moldes dos mocinhos de westerns americanos e por isso trivial. O roteiro também se assemelha com muitos tantos westerns produzidos em terras de Tio Sam e portanto sem grandes atrativos, embora finalize com um duelo, diferente é claro, mas o filme não chega a encantar. A trilha sonora porém é excepcional; uma das melhores já compostas (excetuando-se as de Morricone) para spaghetti westerns.
quinta-feira, 15 de março de 2007
tela subversiva

"Existem dois tipos de pessoas neste mundo, os que adoram este filme e os que odeiam!" Bom, pra falar a verdade existe só um tipo, as que adoram. Vi "Il Buono, il brutto, il cattivo" quando tinha cerca de 12 a 13 anos de idade, na madrugada da Globo, com meu pai. Imaturo, simplesmente gostei do filme, a impressão, aliás, a vontade é de que o filme não termine nunca. A história é tão envolvente, tão forte que parece que Tuco e "Loirinho" vão continuar cruzando o caminho um do outro, Tuco tentando ganhar uma do protagonista. Enfim, muita coisa já foi dita sobre o filme mas algumas impressões me permanecem. Primeiro: é o filme em que as coisas se tornaram graúdas em termos de produção de faroestes rodados na Itália, se Leone abriu o caminho com seus dois primeiro filmes, mais humildes em termos de investimento, este aqui extrapolou com cenários maiores, mais atores, apetrechos, trens, etc, alçando o gênero ou sub-gênero à condição de cinema de entretenimento respeitado "overseas", por assim dizer, faturando milhões e gerando centenas de congêneres. Pontos geniais do filme: primeiro: aquela armação toda do início, três mau encarados chegando num bar no meio do nada e adentrando de arma em punho. Segue-se um tiroteio e Tuco atravessa uma janela de vidros, sobe no cavalo e dispara sem rumo. A câmera filma os três, um deles ferido no braço, caídos e se percebe que tratava-se de caçadores de recompensa que não lograram êxito em coletar os U$ 2.000,00 pela cabeça do "Rato", sem que nada seja dito, segundo e mais genial ainda: "Biondo" está para ser morto por Tuco no meio do deserto, com a .45 engatilhada e com o cano virado para a sua cabeça, quando surge uma diligência cheia de sulistas mortos. Tuco, oportunamente, ladrão que é, furta os objetos dos defuntos quando um deles se mostra vivo pedindo por água e prometendo a quem o ajudar U$ 200.000,00 em ouro. Os olhos de Tuco brilham e ele exige que o moribumdo lhe diga onde está o ouro. Bill Carson fala que está numa sepultura no cemitério de "Colina Triste", sic, mas não diz qual o nome na sepultura pedindo água. Tuco vai buscar seu cantil em êxtase por ter se deparado com tal situação enriquecedora, quando se volta de seu cavalo, vê blondie próximo a Bil Carson que agora jaz sem vida na carroça. Possesso, Tuco chuta o Loirinho espraguejando e puxa sua arma para dar fim ao "pig", o qual profere o seguinte: "if you do that you always be the poor rat that you already are!" Tuco fica confuso e pergunta: o que foi que Carson disse a blondie que responde - "A name, in a grave!" Simples, preciso, genial. A música de Morricone neste filme é a quintessência da trilha musical para filmes western. Nunca foi nem nunca vai ser superada. Enfim, poderia ficar horas falando das qualidades deste filme. Não sei se ouvi falar ou vi no documentário "C'éra una volta il sogno americano" um fã de Leone com uma faixa escrito "Ford não é nada" ou algo semelhante. E não é mesmo.
terça-feira, 27 de fevereiro de 2007
Bom, criei um blog. Grande coisa. Aqui de São Leopoldo (RS), ouvindo Goblin (La Via Della Droga-OST), a plenos 38 graus, quero deixar minha impressão sobre a festinha que rolou em LA domingo, onde um dos poucos gênios da sétima arte ainda em atividade, teve oportunidade de por os pés (injustamente) pela primeira vez. Falo do Maestro Ennio Morricone, claro e aqui me vi espantado com a absurda falta de planejamento da Academia. Morricone não fala inglês, nunca falou pelo que sei. Clint Eastwood fez a entrega do Oscar Honorário a Morricone que como um verdadeiro maestro apenas inclinou a cabeça aos demais presente que lhe atribuíram uma ovação em pé como não podia deixar de ser. Enfim, Morricone fez um discurso, todo em italiano, com Eastwood traduzindo de forma quase desajeitada e constrangedora. Parece que Ennio teria um discurso maior a fazer e o merecia fazer naquela ocasião, mas a falta de um intérprete adequado fez com que seu discuro fosse conciso. Eastwood mostrou, pelo menos que fala italiano muito bem ao traduzir perfeitamente o que foi dito por Morricone. Depois disso, dormi. Não me interessa mais saber qual é o melhor filme ou diretor. Finalmente o Oscar foi pra uma prateleira merecida.
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